Atriz e apresentadora são portadoras do gene do câncer de ovário e mamas
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Nesta semana a atriz ANGELINA JOLIE revelou em texto ao “NEW YORK TIMES” a decisão de retirar os seus ovários pelo risco alto de desenvolver câncer, devido a uma mutação genética encontrada em um exame. Dias depois, a filha do músico OZZY OSBOURNE, KELLY OSBOURNE, anunciou que fará a dupla mastectomia, cirurgia de retirada dos seios pela qual a atriz já passou há dois anos, por também abrigar o gene. Mas, afinal, essa é a única solução? Descubra quem deve fazer o exame genético que identifica essas alterações:
Apesar de o exame genético indicar o risco de desenvolver a doença, ele não é indicado para todas as pessoas, já que O CÂNCER PODE SER UMA DOENÇA HEREDITÁRIA EM 5% A 10% DOS CASOS, número que pode parecer baixo, mas merece atenção. “Hoje ELE É INDICADO PARA QUEM TEM UMA HISTÓRIA FAMILIAR DE TUMORES DE MAMA E OVÁRIOS. Quando tem casos de uma mãe, irmã e primas que tiveram a doença você deve fazer”, explica o geneticista GUSTAVO GUIDA, do Lavoisier Medicina Diagnóstica.
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As alterações buscadas são nos genes BRCA1 E BRCA2, que quando possuem mutação aumentam o risco de desenvolvimento da doença de 40% a 80%. “Ao se identificar em um paciente uma alteração genética relacionada ao câncer é possível avaliar o risco que essa pessoa tem de desenvolver determinados tumores e também investigar quais familiares podem estar inseridos no grupo de alto risco”, revela a oncogeneticista MARIA ISABEL ACHATZ, do A.C Camargo.
COMO O EXAME É REALIZADO
A realização do exame é bastante simples para o paciente, com uma COLETA DE SANGUE COMUM. “A partir daí é feito um mapeamento dos genes e se compara a sequência com a sequência padrão para ver onde existem mutações”, conta Guida.
RETIRADA OU ACOMPANHAMENTO
De acordo com Guida, A RETIRADA DAS MAMAS É UMA SOLUÇÃO USADA COM MENOR FREQUÊNCIA, já que é possível detectar o câncer na região com exames diagnósticos mais frequentes. No caso do câncer de ovário, por ser assintomático até um estágio muito avançado, ela é mais aconselhada. “Se o diagnóstico é feito em uma mulher jovem e sem filhos ela provavelmente não via querer retirar antes de engravidar, mas se você fala de uma mulher que já tem filhos e não planeja ter mais, mesmo que isso provoque a menopausa, reduz de maneira importante o risco de uma doença com chance de sucesso de tratamento bem menor”, completa.
O que geralmente ocorre é que os exames que podem ajudar no diagnóstico do câncer de ovário geralmente não são realizados com frequência, mas no caso de um alto risco isso passa a ser indispensável. “Se você sabe que tem o risco pode realizar ULTRASSONS PÉLVICOS E RESSONÂNCIA, justificaria a realização desses exames até trimestralmente, assim como EXAMES DE SANGUE QUE SÃO MARCADORES TUMORAIS. Para quem tem um histórico familiar de câncer de mama, mesmo sem a realização do teste genético, as mamografias devem ser adiantadas e começar antes do tempo indicado, perto dos 25 anos”, indica.
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